Festival de Inverno de Bonito é resultado de uma política que liga cultura e esporte ao desenvolvimento de MS

Educação, cultura, esporte e juventude formam uma agenda integrada de inclusão, pertencimento e oportunidades no Plano de Governo de Eduardo Riedel

Quando as ruas de Bonito voltarem a receber música, dança, teatro, cinema, artes visuais e artesanato a partir desta quarta-feira (26), o Festival de Inverno colocará em cena algo que vai além dos grandes espetáculos e da movimentação turística de um dos destinos mais conhecidos de Mato Grosso do Sul.

Durante cinco dias, até 30 de agosto, a cidade será transformada em espaço de circulação de artistas, públicos, linguagens e experiências culturais. A programação gratuita combina atrações nacionais, produção sul-mato-grossense, atividades formativas e manifestações que aproximam arte, território, memória e identidade.

É justamente nessa combinação que o festival ajuda a enxergar uma discussão maior sobre o papel da cultura no desenvolvimento do Estado.

Eventos desse porte movimentam visitantes, serviços e turismo, mas também oferecem palco para artistas regionais, ampliam o contato da população com diferentes formas de expressão e tornam visível uma economia que envolve músicos, atores, artesãos, técnicos, produtores, empreendedores e trabalhadores de uma extensa cadeia criativa.

No Plano de Governo 2027–2030, o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, procura ampliar essa lógica ao reunir cultura, esporte e juventude dentro de uma mesma agenda de desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida.

A proposta parte da ideia de que essas áreas não devem ocupar uma posição periférica nas políticas públicas. Cultura e esporte aparecem vinculados à educação, cidadania, assistência social, prevenção da violência, geração de oportunidades e fortalecimento das comunidades.

O desafio para o próximo ciclo, segundo o plano, é fazer essa política avançar para além dos grandes eventos e chegar de maneira mais permanente aos territórios.

Pertencimento como política pública

Para uma criança ou um jovem, participar de uma atividade cultural ou esportiva pode representar muito mais do que preencher algumas horas do dia.

Pode ser o primeiro contato com um espaço coletivo, a descoberta de uma habilidade, a possibilidade de reconhecer a própria história ou o encontro com uma atividade que posteriormente se transforme em profissão.

Em comunidades socialmente mais vulneráveis, essas experiências também podem fortalecer vínculos e abrir caminhos que dificilmente apareceriam sem a presença de uma política pública organizada.

É a partir dessa dimensão que o plano procura aproximar cultura, esporte e juventude.

Na cultura, Mato Grosso do Sul ampliou mecanismos de fomento, valorizou o patrimônio histórico e cultural e estimulou a economia criativa como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia apresentada para os próximos anos é aprofundar essa visão, associando produção artística, cidadania, identidade e atividade econômica.

Preservar um patrimônio material ou imaterial, nessa perspectiva, não significa simplesmente conservar uma lembrança.

Significa manter referências coletivas vivas, reconhecer formas distintas de viver e produzir cultura e criar condições para que artistas, produtores, artesãos e empreendedores culturais encontrem público e mercado.

O plano conecta essa atividade ao turismo, ao cooperativismo e ao desenvolvimento dos territórios.

O Festival de Inverno de Bonito oferece uma fotografia momentânea dessa relação. Ao colocar lado a lado atrações nacionais, manifestações regionais, artesanato, audiovisual e atividades formativas, o evento mostra como cultura e economia podem ocupar o mesmo espaço sem que uma elimine a dimensão simbólica da outra.

Segundo o governador, a proposta para o próximo mandato é fazer essa engrenagem funcionar também fora dos grandes acontecimentos do calendário cultural.

Cultura que preserva e também gera renda

Uma das iniciativas mais concretas previstas para o período de 2027 a 2030 é a restauração e modernização do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Marco.

A proposta está inserida num conjunto mais amplo de ações para preservar o patrimônio histórico, cultural e imaterial e ampliar o acesso da população às atividades culturais.

A interiorização ocupa posição central nessa estratégia.

A intenção é evitar que políticas, equipamentos, recursos e oportunidades permaneçam concentrados em poucos centros urbanos, permitindo que comunidades de diferentes regiões tenham condições de preservar suas tradições e, ao mesmo tempo, participar dos circuitos contemporâneos de produção cultural.

Riedel também propõe ampliar os incentivos à economia criativa e estimular novos mercados consumidores de cultura e conhecimento.

Nesse desenho aparecem o turismo, o artesanato, o cooperativismo e os empreendimentos culturais comunitários.

“A intenção é permitir que a cultura seja, ao mesmo tempo, expressão de identidade, experiência compartilhada e fonte de trabalho e renda para quem produz, organiza e faz circular bens culturais”, pontua.

As culturas indígenas e as comunidades tradicionais também ocupam espaço específico no plano.

A proposta prevê programas voltados à valorização desses grupos e uma atuação integrada da cultura com outras políticas públicas. O princípio é reconhecer que a diversidade cultural não constitui apenas um patrimônio a ser preservado, mas uma das características que definem o próprio desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

Do primeiro treino ao alto rendimento

No esporte, a estratégia segue lógica semelhante: ampliar acesso sem abandonar a formação de atletas de alto rendimento.

A gestão investiu em infraestrutura, programas educacionais, ações voltadas à juventude e eventos esportivos, ao mesmo tempo em que fortaleceu instrumentos como o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico.

Foram criadas categorias destinadas ao esporte universitário, master, técnico e aos ciclos olímpico, paralímpico e surdolímpico.
Segundo o Plano de Governo, atletas sul-mato-grossenses conquistaram três medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Paralímpicos.

O resultado aparece como a face mais visível de uma política que pretende criar condições para que talentos possam continuar treinando e construindo suas carreiras no próprio Estado.

O próximo passo proposto por Riedel é transformar diferentes iniciativas em uma trajetória contínua.

A ideia é conectar esporte educacional, comunitário, universitário, de participação e de alto rendimento para evitar que cada etapa funcione isoladamente.

“O objetivo é formar uma trajetória na qual a prática iniciada na escola ou na comunidade possa continuar na universidade e, quando houver talento e condições, avançar para o rendimento esportivo”, explica o governador.

Para isso, o plano prevê a manutenção do Bolsa Atleta e do Bolsa Técnico e a ampliação de iniciativas implantadas na atual gestão, como as bolsas pré-paralímpica e pré-surdolímpica.

Também propõe uma política estadual permanente de identificação, formação e acompanhamento de talentos, indo além da concessão individual de bolsas.

O apoio a atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos está entre os compromissos apresentados para o próximo ciclo.

Esporte onde as pessoas vivem

A estratégia, porém, não termina na competição profissional.

O plano prevê a implantação e o fortalecimento de núcleos esportivos comunitários, principalmente em territórios de maior vulnerabilidade social.

É nesse ponto que esporte e juventude se encontram de maneira mais direta.

Uma quadra, um treinamento ou uma atividade regular passam a ser tratados não apenas como espaços para a prática esportiva, mas como instrumentos de convivência, cidadania e fortalecimento dos vínculos comunitários.

A proposta também pretende aumentar a participação de pessoas com deficiência, idosos, povos indígenas e outros grupos vulneráveis, levando o esporte educacional e comunitário para diferentes regiões do Estado.

Outro compromisso é viabilizar o pleno funcionamento do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão.

O plano deixa abertas duas possibilidades – gestão própria ou parceria – e procura reinserir o estádio dentro de uma política mais ampla de estrutura esportiva.

Também está prevista a expansão de eventos esportivos como instrumentos de desenvolvimento regional, turismo e economia do esporte, além da capacitação permanente de gestores, profissionais e organizações da área.

Assim como ocorre na cultura, a estratégia procura enxergar a atividade esportiva por dois ângulos complementares: formação humana e movimentação econômica.

O futuro começa nos territórios

A juventude atravessa praticamente toda essa agenda.

Está nos núcleos comunitários, na prática esportiva, na formação cultural, na cidadania, na identificação de talentos e na economia criativa.

O objetivo é construir caminhos que tenham continuidade.

Uma criança que começa uma atividade esportiva na comunidade pode encontrar condições para seguir praticando, chegar à universidade e, eventualmente, ao alto rendimento.

Um jovem que encontra sua primeira oportunidade numa atividade cultural pode posteriormente transformar conhecimento, criação ou habilidade artística em trabalho e renda.

Não há garantia de que essas trajetórias aconteçam automaticamente. É justamente aí que entra a política pública: criar ambientes nos quais essas possibilidades existam.

O Plano de Governo de Eduardo Riedel estabelece como prioridades para o período de 2027 a 2030 a interiorização, a ampliação do acesso e uma integração maior entre políticas públicas.

“O desafio será transformar essas diretrizes em presença constante nos municípios e nas comunidades”, afirma.

Porque um grande festival consegue, durante alguns dias, concentrar artistas, público, turismo e economia em uma cidade inteira.

Uma política pública de cultura, esporte e juventude enfrenta tarefa mais difícil: fazer oportunidades semelhantes permanecerem abertas durante o restante do ano e chegarem também aos lugares onde não existem grandes palcos.

É nessa passagem do evento para o território, do programa estadual para a comunidade, do equipamento cultural para seu público e da primeira atividade esportiva para uma trajetória possível que a estratégia apresentada por Riedel pretende produzir seus resultados mais concretos.

Para quem vive essas políticas, pertencimento deixa então de ser uma expressão abstrata.

Ele pode estar na memória preservada, no artista regional que encontra público, no artesanato que chega ao mercado, no jovem que consegue continuar treinando ou numa comunidade que passa a contar com um espaço de convivência.

Entre 2027 e 2030, a proposta é ampliar esses caminhos para que cultura e esporte alcancem mais pessoas e mais territórios — e para que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul possa ser reconhecido não apenas pelos grandes investimentos ou indicadores econômicos, mas também nas oportunidades, identidades e vínculos que dão sentido à vida dentro de cada comunidade.

Assessoria de Imprensa |

Eduardo Riedel

Federação União Progressista

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