Quando a escola procura quem falta, aumenta a chance de o aluno permanecer

Busca ativa, diálogo com famílias e participação dos estudantes ajudam a identificar o que existe por trás das faltas e orientam ações do Governo Riedel para reduzir o abandono e melhorar a aprendizagem

Todos os dias, na Escola Estadual Maria de Lourdes Areias, a frequência dos estudantes é acompanhada sala por sala. Professores readaptados fazem os registros e destacam os casos que exigem atenção.

Quando as faltas começam a se repetir ou há uma mudança de comportamento, a equipe não espera o problema crescer: procura o aluno, conversa com a família e, se necessário, vai até sua casa.

É nesse contato que, muitas vezes, aparecem dificuldades que a carteira vazia não revela. Problemas familiares, questões emocionais, saúde ou vulnerabilidade social podem estar por trás da ausência.

“O primeiro passo é conversar. Entramos em contato com a família, buscamos entender o que está acontecendo e, quando necessário, fazemos a visita domiciliar”, explica a diretora Adriana Bellei.

Na rede estadual de Mato Grosso do Sul, essa rotina faz parte de uma estratégia de permanência escolar fortalecida na gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição.

A proposta é acompanhar os sinais de afastamento antes que eles se transformem em abandono e articular escola, família e rede de proteção para encontrar soluções.

“Quando a família percebe que a escola não está apenas cobrando a frequência, mas demonstrando interesse genuíno pelo estudante, o diálogo se fortalece e as possibilidades de permanência aumentam muito”, afirma Adriana.

Antes que a falta vire abandono

O afastamento raramente acontece de uma hora para outra. Pode começar com faltas sucessivas, queda nas notas, cansaço ou dificuldade para acompanhar as atividades.

Quando esses sinais são percebidos cedo, aumenta a possibilidade de intervenção.

A Busca Ativa Escolar combina acompanhamento diário da frequência, contato com responsáveis, visitas domiciliares e, nos casos que exigem maior proteção, articulação com o Conselho Tutelar, Ministério Público e outros serviços públicos.

Em balanço divulgado no fim de 2025, a Secretaria de Estado de Educação (SED) apresentou unidades com abandono próximo ou igual a zero. Na Escola Estadual Célia Maria Naglis, em Campo Grande, a taxa foi zerada.

Para Adriana, porém, nenhuma fórmula serve para todos. Em alguns casos, a solução pode envolver transferência para outra escola, reorganização da rotina ou atuação conjunta da rede de proteção.

O essencial, diz, é não tratar a ausência como um número isolado.

“A Busca Ativa é um compromisso com o direito de aprender. É olhar para cada estudante de forma individual, dentro do possível, compreender sua realidade e não desistir dele diante das primeiras dificuldades”, resume.

O governador Eduardo Riedel afirma que esse acompanhamento integra uma concepção mais ampla da política educacional. “Ao Governo cabe transformar essa escuta em acompanhamento pedagógico, apoio psicossocial, busca ativa, equipamentos e medidas para garantir aprendizagem e permanência.”

Quando o problema está além da sala de aula

A dificuldade de permanecer na escola nem sempre nasce dentro dela. Situações de fome, desemprego, violência, conflitos familiares ou sofrimento emocional interferem diretamente na capacidade de frequentar as aulas e aprender.

Por isso, psicólogos e assistentes sociais ajudam a aproximar as unidades de ensino das áreas de saúde, assistência social, Justiça e proteção à infância. A proposta não é transferir para professores e diretores a responsabilidade por todos os problemas sociais, mas evitar que enfrentem essas situações sozinhos.

Para Maria Gorete Siqueira, coordenadora de Articulação Pedagógica da Secretaria de Educação, ouvir famílias, professores, gestores e estudantes permite compreender dificuldades que os indicadores nem sempre conseguem mostrar.

“A escuta ativa permite compreender as necessidades, expectativas e desafios vivenciados por cada segmento, favorecendo a construção coletiva de soluções e o fortalecimento dos vínculos entre escola e família”, afirma.

Na gestão Riedel, essa escuta também é utilizada para orientar investimentos e prioridades, aproximando o planejamento da Secretaria da realidade encontrada nas escolas e nas diferentes regiões do Estado.

Da conversa à entrega

Ouvir, entretanto, só produz resultado quando a demanda consegue chegar às decisões administrativas.

Em 2025, encontros regionais do projeto Café com Secretário reuniram diretores e gestores da educação para apresentar necessidades das unidades.

Parte dessas demandas foi incorporada à distribuição de materiais e equipamentos destinada às 352 escolas estaduais, responsáveis pelo atendimento de mais de 200 mil estudantes.

As entregas incluíram armários, mesas, bebedouros, climatizadores, televisores, computadores, utensílios de cozinha, freezers e ônibus escolares.

A medida não elimina todos os problemas de infraestrutura, mas mostra como dificuldades apresentadas diretamente pelas direções podem chegar ao planejamento da rede.

O desafio seguinte é ampliar a transparência sobre o processo, permitindo acompanhar quais demandas foram atendidas, quais permanecem pendentes e os critérios utilizados para estabelecer prioridades.

Alunos também dizem o que precisa mudarA participação não se limita aos profissionais e às famílias. Quem passa boa parte do dia dentro da escola também percebe problemas que nem sempre aparecem nos relatórios administrativos.

Em março de 2026, eleições para os grêmios estudantis mobilizaram 344 escolas e cerca de 169 mil estudantes em Mato Grosso do Sul. Foram registradas 751 chapas, com propostas nas áreas pedagógica, cultural, esportiva e social.

Outra iniciativa, o Estudantes no Controle, capacita jovens para diagnosticar problemas das próprias escolas e propor soluções. Em 2025, foram oferecidas 160 vagas, além de R$ 317,2 mil em premiações para quinze unidades.

Em edições anteriores, diagnósticos produzidos pelos alunos contribuíram para a revitalização de bibliotecas e laboratórios.

A lógica é simples: quem utiliza todos os dias a sala de aula, a quadra, o laboratório, o banheiro ou o transporte escolar percebe dificuldades que podem escapar a quem observa a rede apenas pelos números.

Realidades diferentes exigem respostas diferentes

Em um Estado territorialmente extenso como Mato Grosso do Sul, ouvir a comunidade também permite adaptar a política educacional a realidades muito distintas.

No Pantanal, por exemplo, chegar à escola pode depender de rios, barcos, condições climáticas e longos deslocamentos.

Em dezembro de 2025, equipes da SED visitaram comunidades ribeirinhas para conversar com famílias, professores e lideranças sobre demandas por ensino médio, Educação de Jovens e Adultos, alfabetização e formação profissional.

A partir desse diagnóstico, novas turmas foram previstas para 2026.

É o mesmo princípio que orienta a busca por um estudante que começou a faltar em Campo Grande: antes de oferecer uma resposta, é necessário compreender o problema.

Ouvir, acompanhar e medir

Mato Grosso do Sul avançou na busca ativa, na participação dos estudantes e na aproximação entre a Secretaria de Educação, as escolas e as famílias.

O desafio agora é medir com maior precisão quanto essas iniciativas conseguem modificar trajetórias escolares.

Governar ouvindo não significa atender todos os pedidos nem prometer soluções imediatas. Significa identificar problemas, estabelecer prioridades, explicar limites e acompanhar os resultados.

Na Escola Estadual Maria de Lourdes Areias, esse princípio aparece numa ação cotidiana. Quando uma cadeira começa a permanecer vazia com frequência, a equipe procura saber quem deveria estar sentado ali e por que deixou de aparecer.

“É isso que buscamos fazer todos os dias: manter a escola de portas abertas, acolher, construir soluções e reafirmar que cada estudante importa”, diz Adriana Bellei.

Assessoria de Imprensa | Eduardo Riedel

Federação União Progressista

Site: www.eduardoriedel.com.br

Instagram: @eduardoriedelFlickr: Eduardo Riedel

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