MS avança no governo digital e mira atendimento integrado sem excluir quem está desconectado

Plano de Eduardo Riedel parte de mais de 700 serviços digitais e propõe ambiente único, identidade digital estadual, inteligência artificial, atendimento multicanal e expansão da conectividade

Para quem precisa resolver uma demanda do Estado, tecnologia só faz sentido quando transforma tempo perdido em tempo devolvido. Um serviço público que cabe no celular pode significar menos etapas, menos burocracia e uma relação mais direta com o governo. Mas essa mesma transformação cria uma exigência: ninguém pode depender exclusivamente de uma tela quando a conexão ainda não chega com a mesma qualidade a todos os lugares ou quando o acesso digital continua sendo uma barreira.

É nesse ponto que a agenda de transformação digital entra no Plano de Governo 2027–2030 do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição. A proposta parte de uma estrutura que já reúne mais de 700 serviços públicos disponíveis em sites ou smartphones e coloca Mato Grosso do Sul entre os dez estados mais digitais do país.

A próxima etapa pretende ir além de colocar procedimentos na internet: “o objetivo é integrar serviços, simplificar processos e manter canais de atendimento capazes de alcançar também quem ainda enfrenta limitações de conectividade”, explica Riedel.

O Estado que cabe no celular

A digitalização já aparece como uma política transversal: escolas com lousas digitais e laboratórios de robótica, telemedicina conectando especialistas aos usuários do SUS e sistemas integrados de monitoramento usados na segurança pública e no acompanhamento dos impactos do clima. Tudo isso aliado a fibra óptica nos 79 municípios e um modelo de gestão por resultados com indicadores acompanhados em tempo real.

Detran e Iagro são exemplos de órgãos que ampliaram a aplicação de tecnologia em larga escala nos processos e no atendimento ao cidadão. Esse movimento está associado à ampliação da acessibilidade digital, à simplificação de processos e à construção de um serviço público mais acessível, ágil, assertivo e transparente.

Esse avanço ajuda a explicar por que a transformação digital ocupa uma dimensão própria na arquitetura do próximo mandato. A proposta de Riedel é construir uma administração centrada no cidadão, combinando tecnologia, simplificação de processos, uso inteligente de dados e melhoria contínua dos serviços públicos. Na prática, a mudança pretendida é menos sobre informatizar a máquina e mais sobre reorganizar a relação entre governo e população.

Digitalizar não basta

Há uma diferença importante entre a etapa já percorrida e a que pretende executar entre 2027 e 2030: a próxima fase consiste em transformar os serviços públicos, e não apenas digitalizá-los. A experiência pretendida deve reunir serviços simples, intuitivos e personalizados, apoiados pela integração entre órgãos, inteligência artificial, automação e diferentes formas de atendimento.

Riedel propõe implantar um novo Plano de Transformação Digital, digitalizar integralmente os principais serviços públicos estaduais e reunir plataformas e atendimentos em um ambiente digital único. Antes disso, os processos administrativos deverão ser revistos e simplificados. O desenho inclui ainda uma identidade digital única e segura, padrão visual e de usabilidade comum aos canais do Estado e fortalecimento da infraestrutura tecnológica e da segurança da informação.

A inteligência artificial também entra no centro dessa próxima etapa. O Plano de Governo prevê ampliar seu uso na prestação dos serviços e aprofundar a interoperabilidade entre os sistemas governamentais. “A intenção é fazer com que informações e estruturas hoje distribuídas entre diferentes órgãos possam integrar uma experiência de atendimento mais simples e articulada para o cidadão”, aponta o governador.

Mas a proposta não limita o atendimento ao ambiente digital. Entre as ações previstas estão a expansão de mecanismos multicanais e de autoatendimento, a garantia de acessibilidade digital e a implantação de uma gestão sistemática da experiência e da satisfação do cidadão. É justamente nesse ponto que a modernização tecnológica encontra uma questão social: ampliar o serviço digital sem transformá-lo em uma nova barreira para quem enfrenta dificuldades de acesso.

Conexão também é inclusão

A infraestrutura é a base dessa mudança. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul ampliou investimentos em conectividade, redes de comunicação e infraestrutura digital. Para o próximo ciclo, o compromisso é ampliar a cobertura em todo o território estadual e reduzir desigualdades de acesso à conectividade.

A conexão passa, assim, a ser tratada como parte da política de inclusão e desenvolvimento regional. As propostas incluem fortalecer redes digitais de alta capacidade, estimular a expansão das telecomunicações em áreas estratégicas, apoiar infraestrutura para cidades inteligentes e integrar conectividade às políticas de educação, saúde, segurança e inovação.

Essa combinação é decisiva para o sentido humano da proposta. Um governo digital só se torna de fato mais acessível quando a porta virtual não se torna a única porta e quando a infraestrutura acompanha a expansão dos serviços. Por isso, o atendimento multicanal e a ampliação da conectividade funcionam como duas faces da mesma estratégia: criar novas possibilidades para quem já está conectado e, simultaneamente, diminuir as desigualdades que ainda afastam parte da população do universo digital.

O projeto de Eduardo Riedel no setor tem direção definida: ampliar as redes e fazer da conectividade uma base para serviços públicos, inclusão e desenvolvimento regional.

Dados para antecipar demandas

Outra mudança pretendida ocorre longe da tela do usuário, mas poderá influenciar a forma como o Estado organiza suas respostas. A gestão quer ampliar o uso de dados para integrar informações, acompanhar resultados e antecipar demandas. O projeto destaca o fortalecimento do Centro de Inteligência GOVMS e propõe uma política estadual de governança das bases de dados.

Entre 2027 e 2030, a intenção é identificar, integrar, minerar e harmonizar bases estratégicas do governo, desenvolver painéis para monitorar indicadores, ampliar o emprego de inteligência analítica na formulação das políticas e adotar mecanismos de gestão preditiva. “Em vez de utilizar os dados apenas para acompanhar o que já aconteceu, a proposta é empregá-los também na antecipação de demandas e na orientação das decisões públicas”, pontua o governador.

Para o cidadão, essa é talvez a parte menos visível e mais ambiciosa da transformação digital. A integração das informações pretende criar condições para que o Estado organize melhor suas políticas e seus serviços antes mesmo de o resultado aparecer na tela de um computador ou de um celular. “É a tecnologia deixando de ser apenas um canal de atendimento para se tornar também instrumento de planejamento e tomada de decisão”, reforça.

A passagem de um governo com centenas de serviços digitais para um governo integrado, acessível e capaz de usar inteligência artificial e dados de forma preditiva ainda pertence ao campo das propostas. A base tecnológica avançou durante a atual gestão; para 2027–2030, o plano aposta em consolidar essa infraestrutura, integrar sistemas e fazer com que a tecnologia aproxime o atendimento da rotina das pessoas.

No fim, o teste dessa transformação não estará apenas no número de serviços digitalizados ou de novos canais tecnológicos. Estará na capacidade de resolver uma demanda com menos barreiras e, ao mesmo tempo, manter o Estado acessível para quem ainda não consegue entrar pela porta digital.

É nessa combinação entre tecnologia e inclusão que a ideia de governo na palma da mão pretende ganhar dimensão cotidiana.

Assessoria de Imprensa |

Eduardo Riedel

Federação União Progressista

Site: www.eduardoriedel.com.br

Instagram: @eduardoriedel

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